
Embora haja quem possa argumentar que a nanotecnologia traz benefícios não proporcionados pelas moléculas normais, as consequências desta tecnologia "inovadora" para o ambiente e para a saúde humana parecem, no mínimo, terríveis. Novos resultados de investigação publicados no Journal of Hazardous Materials explicam que as nanopartículas danificam as bactérias benéficas do solo e acabam por destruir a capacidade de captação do azoto pelas plantas.
Os investigadores Niraj Kumar e Virginia Walker, da Queen's University do Canadá, decidiram investigar os efeitos das nanopartículas no ambiente, comparando o solo do Árctico que achavam que estaria o menos contaminado com nanopartículas com solo que fora deliberadamente contaminado com várias nanopartículas, incluindo nanopartículas de prata.
"Não tínhamos pensado que iríamos observar um grande impacto, mas ao contrário, os nossos resultados indicam que as nanopartículas de prata podem ser classificadas como altamente tóxicas para as comunidades microbianas", escreveu a equipa. "Isto é especialmente preocupante quando se considera a vulnerabilidade do ecossistema árctico".
Segundo a análise da equipa, o solo não contaminado contém micróbios benéficos, alguns dos quais são necessários para ajudar as plantas a absorver azoto. Mas quando as nanopartículas entram em cena, estes micróbios são em grande parte mortos. O resultado final são plantas com falta de azoto e que, portanto, não têm capacidade para crescer adequadamente e manter os níveis necessários de nutrientes essenciais.
A experiência, porém, envolveu aplicações altamente concentradas de nanopartículas em amostras de solo durante cerca de seis meses. No entanto, nas condições ambientais reais, é difícil dizer se todas as nanopartículas são ou não prejudiciais. As nanopartículas de prata em especial, que se encontram na prata coloidal, proporcionam benefícios úteis no alívio natural da doença (http://www.naturalnews.com/colloida...).
Todos os tipos de nanopartículas são actualmente adicionados a uma variedade de produtos industriais e de consumo, incluindo embalagens alimentares, vestuário, dispositivos electrónicos, protectores solares, baterias, utensílios de cozinha e mesmo alguns tipos de alimentos. E o verdadeiro problema é que muitas destas nanopartículas nunca foram devidamente testadas em termos de segurança e são portanto uma experiência gigantesca que envolve o ambiente e a saúde humana (http://www.naturalnews.com/031693_n...).
As fontes para este artigo incluem:
http://www.eurekalert.org/pub_relea...
20 de Abril de 2011. Por: Ethan A. Huff, redactor
Saiba mais: http://www.naturalnews.com/032146_nanoparticles_environment.html#ixzz1KBX4OzOv
Os perigos das nanopartículas
Investigadores na Finlândia e nos Estados Unidos estudaram de que forma certas nanopartículas interagem com as células. Os resultados indicaram que as nanopartículas podem alterar a estrutura celular, provocando a morte das células. Actualmente, as nanopartículas são muito utilizadas em cosmética, electrónica, dispositivos ópticos, medicina e materiais para embalagens alimentares. As nanopartículas podem bem ser o amianto do século XXI: uma ameaça considerável à saúde das pessoas.
Os nanotubos foram descobertos acidentalmente em 2000 na Universidade de Heidelberg, na Alemanha. Por natureza, parecem ser um meio de comunicação entre células. Existem durante períodos de tempo muito reduzidos e, em seguida, desaparecem quando as células deixam de precisar deles.
As nanopartículas (também conhecidas como nanopós, nanoclusters, nanotubos ou nanocristais) são microscópicas. Medem menos de 100 nanómetros em pelo menos uma dimensão. Um nanómetro é a milésima-milionésima parte de um metro – a milionésima parte de um milímetro.
Embora estejamos habituados a que as substâncias tenham propriedades particulares, essas propriedades muitas vezes mudam à medida que o tamanho das partículas se aproxima do nível nano. Há teorias que sugerem que a alteração das propriedades está relacionada com a percentagem de átomos à superfície da substância. Estas propriedades diferentes fascinam os cientistas.
Nem todas as alterações são benéficas. Por exemplo, o ferro, ao nível nano, muda a sua polaridade utilizando energia obtida do calor à temperatura ambiente, portanto não são úteis para armazenamento de dados, como se desejava. A estrutura cristalina de algumas nanopartículas muda quando elas se molham. Muitas dúvidas têm sido levantadas acerca da sua segurança e adequabilidade, especialmente para produtos destinados ao contacto humano.
Os cientistas acharam maneiras de fabricar partículas nanométricas estáveis em várias formas. Dada a natureza transitória dos nanotubos do próprio organismo, até a estabilidade das partículas sintéticas pode constituir uma ameaça.
Muitos trabalhos de investigação procuram encontrar finalidades úteis para as nanopartículas feitas pelo homem. Contudo, muito pouco se conhece sobre os seus efeitos na saúde, especialmente o seu lado negativo. Apenas uma ínfima parte da investigação sobre as nanopartículas incide nos seus riscos para a saúde e para a segurança. Enquanto aumenta a utilização de nanopartículas nos produtos de consumo, os procedimentos de acompanhamento e a legislação estão a ficar para trás. A directiva REACH da União Europeia relativa aos produtos químicos nem sequer toca nos nanomateriais.
26 de Novembro de 2008. Por: Maryann Marshall
Saiba mais:
http://www.naturalnews.com/024916_nanoparticles_research_health.html#ixzz1KBXPKoZU
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